FARIAS, Priscila L. Tipografia digital. O impacto das novas tecnologias – Rio de Janeiro: 2AB, 1998.
Criatividade pode ser resumida como “processo cognitivo complexo que converge para a geração de um novo produto ou objeto (em um sentido amplo, uma vez que este ‘produto’ pode ser apenas uma idéia ou um conceito), considerado original e válido dentro de um certo domínio cultural e histórico.”(página 9,10)
‘O que chamamos hoje de tipografia, design de tipos ou design tipográfico não pode ser reduzido a questões puramente técnicas. A emergência da figura do tipógrafo enquanto “indivíduo capaz de de redefinir a prática tipográfica com base na inovação” (Mermoz 1994:275). Reforçada pelo advento das tecnologias digitais, pode ser traçada a partir dos experimentos tipográficos realizados pelos movimentos de vanguarda do início do século XX.’ (pág.13)
‘O advento de novas tecnologias da escrita e da impressão, como o desenvolvimento das técnicas de fotocomposição (a partir do final da 2ª Guerra), as letras transferíveis (1957), as copiadores eletrostáticas (1959), e principalmente o desktop publishing(1984), fez crescer o interesse pela tipografia.’ (pág. 14)
A tipografia dita ‘pós-moderna’ nasce do embate das influências dos experimentalismos das décadas precedentes, somado aos avanços tecnológicos à área do design gráfico.(pág 27)
“A caligrafia foi adaptada aos tipos fundidos e os tipos fundidos à fotocomposição. Com o advento do Desktop Publishing, o desenho das letras, segundo [suzana]Licko, deve ser repensado. Adaptar nosso alfabeto às novas tecnologias significa reavaliar as tradições às quais o desenho das letras está ligado. (pag.31)”
‘No início da década de 90 um certo tipo de experimentalismo tipográfico era visto como representante do gosto de uma minoria, os anos seguintes testemunharam a rápida absorção desta estética pelo mainstream editorial e publicitário.’ (pág.33)_
“ Quando no século XV, a imprensa por tipos móveis foi introduzida na Europa, o primeiro impulso dos tipógrafos foi tentar adaptar a esta nova ferramenta as formas tradicionais criadas a partir do uso da pena. A escrita nacional popular na Alemanha nesta época era a gótica e, portanto, os primeiros tipos móveis criados por Gutenberg eram baseados nestes modelos” (pág.56)
“Mesmo abandonado a idéia de reproduzir com perfeição a escrita manuscrita, e assim encontrando um caminho para a tipografia que se adequava melhor a estas novas ferramentas, os tipógrafos ainda trabalhavam dentro de limites que só foram superados com o advento da fotocomposição e, em seguida, dos computadores pessoais.”(pag.56)
A fotocomposição, sistema de composição a frio criado na década de 50, substituiu os tipos fundidos por matrizes planas gravadas em filmes de acetato, ou arquivos eletrônicos facilitando a criação, modificação e transporte de fontes. Todas as fontes disponíveis passaram a ter versões em muitos corpos, pesos, gêneros e proporções, muitas vezes gerados a partir de um único original em corpo grande. Os desenhos tradicionais precisaram ser adaptados a este novo meio. (página 56)
“Em 1930, Eric Gill não podia imaginar que, a partir da década de 80, uma nova tecnologia reaproximaria os processos de criação, produção e distribuição tipográfica, permitindoque qualer um, com um mínimo de habilidade e peciência, criasse suas próprias fontes, composições e impressões. A enorme diversidade de fontes disponíveis hoje reflete esta possibilidade, gerada pelas tecnologias dos computadores pessoais e das ferramentas de desktop publishing, de um mesmo indivíduo ser o responsável por sua criação, manufatura e distribuição.” (pag. 57)
ao observa a história da tipografia podemos notar que ela sempre foi guiada pelo propósito bastante preciso de agir como uma interface visual da linguagem verbal.
Criatividade pode ser resumida como “processo cognitivo complexo que converge para a geração de um novo produto ou objeto (em um sentido amplo, uma vez que este ‘produto’ pode ser apenas uma idéia ou um conceito), considerado original e válido dentro de um certo domínio cultural e histórico.”(página 9,10)
‘O que chamamos hoje de tipografia, design de tipos ou design tipográfico não pode ser reduzido a questões puramente técnicas. A emergência da figura do tipógrafo enquanto “indivíduo capaz de de redefinir a prática tipográfica com base na inovação” (Mermoz 1994:275). Reforçada pelo advento das tecnologias digitais, pode ser traçada a partir dos experimentos tipográficos realizados pelos movimentos de vanguarda do início do século XX.’ (pág.13)
‘O advento de novas tecnologias da escrita e da impressão, como o desenvolvimento das técnicas de fotocomposição (a partir do final da 2ª Guerra), as letras transferíveis (1957), as copiadores eletrostáticas (1959), e principalmente o desktop publishing(1984), fez crescer o interesse pela tipografia.’ (pág. 14)
A tipografia dita ‘pós-moderna’ nasce do embate das influências dos experimentalismos das décadas precedentes, somado aos avanços tecnológicos à área do design gráfico.(pág 27)
“A caligrafia foi adaptada aos tipos fundidos e os tipos fundidos à fotocomposição. Com o advento do Desktop Publishing, o desenho das letras, segundo [suzana]Licko, deve ser repensado. Adaptar nosso alfabeto às novas tecnologias significa reavaliar as tradições às quais o desenho das letras está ligado. (pag.31)”
‘No início da década de 90 um certo tipo de experimentalismo tipográfico era visto como representante do gosto de uma minoria, os anos seguintes testemunharam a rápida absorção desta estética pelo mainstream editorial e publicitário.’ (pág.33)_
“ Quando no século XV, a imprensa por tipos móveis foi introduzida na Europa, o primeiro impulso dos tipógrafos foi tentar adaptar a esta nova ferramenta as formas tradicionais criadas a partir do uso da pena. A escrita nacional popular na Alemanha nesta época era a gótica e, portanto, os primeiros tipos móveis criados por Gutenberg eram baseados nestes modelos” (pág.56)
“Mesmo abandonado a idéia de reproduzir com perfeição a escrita manuscrita, e assim encontrando um caminho para a tipografia que se adequava melhor a estas novas ferramentas, os tipógrafos ainda trabalhavam dentro de limites que só foram superados com o advento da fotocomposição e, em seguida, dos computadores pessoais.”(pag.56)
A fotocomposição, sistema de composição a frio criado na década de 50, substituiu os tipos fundidos por matrizes planas gravadas em filmes de acetato, ou arquivos eletrônicos facilitando a criação, modificação e transporte de fontes. Todas as fontes disponíveis passaram a ter versões em muitos corpos, pesos, gêneros e proporções, muitas vezes gerados a partir de um único original em corpo grande. Os desenhos tradicionais precisaram ser adaptados a este novo meio. (página 56)
“Em 1930, Eric Gill não podia imaginar que, a partir da década de 80, uma nova tecnologia reaproximaria os processos de criação, produção e distribuição tipográfica, permitindoque qualer um, com um mínimo de habilidade e peciência, criasse suas próprias fontes, composições e impressões. A enorme diversidade de fontes disponíveis hoje reflete esta possibilidade, gerada pelas tecnologias dos computadores pessoais e das ferramentas de desktop publishing, de um mesmo indivíduo ser o responsável por sua criação, manufatura e distribuição.” (pag. 57)
ao observa a história da tipografia podemos notar que ela sempre foi guiada pelo propósito bastante preciso de agir como uma interface visual da linguagem verbal.
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